O papel do veterinário contra o bioterrorismo – Olimpíadas 2016

Um tuíte publicado na rede chamou a atenção mundial, onde dizia: “Brasil, vocês são nosso próximo alvo. Podemos atacar esse País de m…”. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) considerou o perfil do jihadista autêntico e em nota afirmou: “A probabilidade de o país ser alvo de ataques terroristas foi elevada nos últimos meses, devido aos recentes eventos terroristas ocorridos em outros países e ao aumento do número de adesões de nacionais brasileiros à ideologia do Estado Islâmico”.

Jihadista do Estado Islâmico
Perfil do Twitter do Jihadista que disse que o Brasil será o próximo alvo do Estado Islâmico (foto: Reprodução/Twitter)

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Notícias e as redes sociais. Posso confiar?

Imagine a seguinte capa de matéria compartilhada nas redes sociais:

PESQUISA REVELA: COMER PICANHA EMAGRECE!”

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“Pesquisadores da Universidade de Harvard nos Estados Unidos da América (EUA) revelaram que comer 1 kg de picanha (com gordura) por semana, emagrece”!

Acreditem… essa matéria poderia se tornar verdade acaso o leitor não a lesse!

Não existe nenhuma pesquisa (pelo menos que eu saiba) que prove o que eu afirmei acima. Acontece que, nos dias de hoje, grande parte dos internautas brasileiros perderam a capacidade de ler (e investigar) as matérias divulgadas na mídia, principalmente nas redes sociais. Vivemos numa era em que uma simples “chamada” da matéria pode construir ou destruir teorias. Sabe aquela conversa de final de semana: “Vi na internet que comer picanha emagrece!”, pois é, as vezes o leitor nem checou o conteúdo… acontece muito. 

Meu objetivo aqui é mostrar que:

  1. Investigamos pouco o que é postado nas redes sociais;
  2. Nem toda pesquisa científica é fidedigna.

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O médico veterinário e as vendas

Gosto de iniciar meus textos simulando um diálogo para contextualizar o assunto, portanto imagine a seguinte situação:

Fulano: E daí, você se formou né? Já arrumou emprego?
Você: Graças a Deus me formei. Estou trabalhando com vendas.
Fulano: ∅∉Ωβα∑∏™®√ (código indecifrável) ……. Então você NÃO vai trabalhar na área da vet?

As pessoas costumam reagir de diversas maneiras quando você afirma ser um vendedor (ou representante comercial), todavia a maioria delas acham estranho um médico veterinário, que teoricamente foi habilitado a clinicar, estar no ramo das vendas. Será mesmo? Permita-me contar brevemente minha história e ao final chegaremos a um veredito.

Meu primeiro emprego foi em frigorífico #SQN. Quem me conhece melhor, sabe que meu primeiro emprego após a faculdade foi como VENDEDOR. Sério? Como assim? Explique isso! Depois da noite gloriosa da formatura passei de futuro da nação para problema social, ou seja, de estudante para desempregado. Fiquei meses enviando meu currículo para vários abatedouros – frigoríficos e a resposta sempre era (                            ) … isso mesmo, nada de resposta. Foi quando uma amiga (beijos Iza!) me disse que havia uma vaga de vendedor numa distribuidora de ração, medicamentos e vacinas para Pets.

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Do abate à docência – relatos de um veterinário

“I’ve had an epiphany!” (Eu tive uma epifania). Essa expressão traduziria muito bem meu atual estado de espírito. Epifania é uma súbita sensação de entendimento ou compreensão da essência de algo. O termo é usado nos sentidos filosófico e literal para indicar que alguém “encontrou finalmente a última peça do quebra-cabeças e agora consegue ver a imagem completa”. O que quero dizer com isso? Essa sensação surgiu dias atrás quando eu refletia sobre o propósito da minha vida, em especial a vida profissional. Acompanhe – me ao longo deste texto e você compreenderá a mensagem final.

“Sou médico veterinário, especializei em ciência avícola, estagiei em vários setores da inspeção de produtos de origem animal, trabalhei por quatro anos em abatedouro – frigorífico de frango e não imaginava o que a vida me reservava. Agradeço todas oportunidades que tive em cada fase acadêmica/profissional e também às pessoas que somaram em meu aprendizado. Eu sempre soube que a área que mais me trazia satisfação, era a ciência e tecnologia de alimentos (carnes). Comecei então a buscar meu espaço dia após dia”.

Foi trabalhando num abatedouro frigorífico que acabei despertando ou redescobrindo um certo dom (adormecido). Em 2012, atuava essencialmente dentro da fábrica e numa certa ocasião, devido reajuste de funcionários, fui convidado a ministrar treinamentos para a equipe do SIF. Passaria tecnicamente de uma importante função de supervisão para funções administrativas. No princípio refutei a ideia, achando tudo isso uma despromoção. Seria normal alguém na minha posição encarar isso como um bom motivo para pedir demissão e buscar uma nova oportunidade, porém não foi isso que aconteceu. Resolvi encarar o desafio, prometendo para mim mesmo que daria o meu melhor. Read more