Caixa de marimbondos – A espinhosa relação de trabalho do Médico Veterinário

Assim que formado fui trabalhar em uma clínica de pequenos animais e me deparei com a triste realidade brasileira na relação de trabalho do Médico Veterinário, que é receber um percentual (30%) do procedimento pela prestação do serviço realizado.

Não obstante isto, o pagamento invariavelmente era realizado com cheque de terceiros, que por vezes retornava sem fundos, e os atendimentos parcelados pela clínica também postergavam o meu pagamento.

Férias, 13º, FGTS, seguro desemprego, garantias trabalhistas, nada disto, e nenhuma perspectiva de melhorar esta situação. Por vezes fiquei sozinho no empreendimento com os piores horários, sem qualquer atendimento e consequentemente sem qualquer pagamento, apesar de manter a atividade empresarial em funcionamento e com responsabilidades em relação aos animais internados (na época podia), ou seja, mesmo trabalhando não recebia, consegui ficar apenas 03 (três) meses neste cenário que até hoje perdura por todo o Brasil. Read more

Medicina veterinária: profissão “prostituída” ou profissionais pouco qualificados?

Não é novidade para os estudantes e para os médicos veterinários  que a nossa profissão está muito saturada, alguns diriam até mesmo prostituída, principalmente na área de clínica de animais de companhia. Nós já abordamos a situação neste artigo sobre o mercado de trabalho. Também já expressei minha opinião sobre a quantidade exorbitante de cursos de medicina veterinária no país, muitos de qualidade duvidosa (clique aqui para ler). Porém, acabaram de nos questionar: vocês falam muito sobre a degradação da profissão, mas qual solução vocês propõem? A verdade, amigos, é que não existe solução fácil, tampouco de curto ou médio prazo. Apenas resolvi escrever este artigo para reflexão e para que possamos abrir um canal de discussão saudável nos comentários.

A primeira questão que eu reitero é a enxurrada de novos médicos veterinários despejados no mercado de trabalho todos os anos. Não quero entrar no mérito da maior acessibilidade ao ensino superior que o país teve nas últimas décadas, o que é ótimo, mas é evidente que mais de 250 faculdades, formando milhares de profissionais, não contribuiria para melhorar a situação da nossa profissão. E quando eu me refiro à nossa profissão, me refiro principalmente à área de pequenos, que recebe cerca de 60% a 70% destes profissionais. No final das contas, a verdade é uma só: o MEC só quer saber de números, e está pouco se importando com a qualidade do ensino no país.

A partir do momento que nós temos milhares de novos profissionais no mercado, muitos sem formação adequada, estes precisam trabalhar – principalmente aqueles que financiaram parte de sua faculdade e precisam pagar este financiamento, que pode chegar na casa dos 6 dígitos. Aí a bola de neve começa e vários necessitam entrar na corrida dos ratos pela sobrevivência, brigando com colegas por trabalho e, principalmente, por preço. Quem nunca viu um anúncio de emprego para médico veterinário pagando só comissão? Aqui em Londrina mesmo, a média de plantão é cerca de R$150 a R$200, por 12 horas de trabalho! Contei isso para um amigo que faz bicos de garçom e ele riu da minha cara, dizendo que faz isso em uma noite, em 6 horas trabalhadas. O problema não é nem o valor pago, mas é gente se conformando e dizendo “mas tá pagando muito bem, aqui eu trabalho por X…”. Uma coisa eu digo: eu posso até trabalhar por esse salário para sobreviver, mas jamais me conformarei e me contentarei com isso.

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Qual a responsabilidade civil do Médico Veterinário?

A relação jurídica obrigacional entre o profissional Médico Veterinário e seus clientes, em regra, é uma responsabilidade de meio, que consiste no emprego dos seus conhecimentos e a prestação de serviços técnicos visando um resultado, porém sem responsabilizar-se por ele, já que não há como se garantir o desfecho no atendimento, não há como se prever o futuro, pois não depende apenas da atuação médica.

E o que isto significa?

Qualquer animal que chegue a sua clínica deverá ter todo atendimento tecnicamente possível para sua estabilização e restabelecimento à normalidade, entretanto, o resultado alcançado pode não ser o esperado, por exemplo, se o animal morrer, ou seja, o Médico Veterinário será responsável pelos atos que realizou e não com o resultado alcançado, salvo se agiu com negligência (não fez o que devia fazer, deixou uma compressa ou instrumento dentro do paciente, aplicou um produto inadequado para o animal), com imperícia (fez algo tecnicamente não recomendado) ou com imprudência (usou um produto correto para o animal, mas na dose inadequada conscientemente).

Ocorrendo a negligência, a imperícia ou a imprudência o Médico Veterinário poderá responder culposamente pelo resultado alcançado, se o ato praticado foi determinante para o resultado inesperado.

Assim, para se diferenciar as condutas culposas explicamos:

  • Negligência: as precauções devidas nos procedimentos são deixadas de lado, é um desleixo, um descuido, uma desatenção, uma omissão ou a inobservância de um dever.
  • Imperícia: deixar de lado o tecnicamente recomendado.
  • Imprudência: não tomar o cuidado necessário quanto a um mal previsível.

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Os 11 melhores filmes com cães

Quem nunca aqui se divertiu e se emocionou com filmes relacionados aos peludos de quatro patas? Não é à toa que a maioria dos filmes relacionados aos caninos acabam se tornando blockbusters mundiais, marcando a vida de diversas gerações.

Levando em consideração esta proposta, resolvi fazer uma lista com os 11 melhores filmes com cães. Espero que gostem, e se ainda não assistiu algum dos filmes citados, não perca tempo e assista logo! Alguns estão disponíveis na Netflix e outros no Youtube Filmes para alugar! 🙂

11. A Incrível Jornada

Sinopse: Você vai se apaixonar por Chance, um Buldog trapalhão, por Sassy, a charmosa e engraçada gatinha que se comporta como um princesa e por Shadow, o adorável e inteligente Golden Retriever. A grande aventura começa quando estes irresistíveis animais de estimação decidem voltar para casa sozinhos, depois de terem ido separados de seus queridos donos. na incrível aventura de volta para casa, atravessando as montanhas, eles vão enfrentar grandes perigos, animais ferozes e as dificuldades do caminho e da natureza. Um filme inesquecível sobre amor, coragem e dedicação.
Pitaco pessoal: não há como esquecer desse incrível trio. Lembro-me até hoje da voz do dublador do Chance, da Sassy e do Shadow, clássico eterno das fitas VHS.
Lançamento: 1993.
Gênero: aventura/comédia.

10. Meu Cachorro Skip

Sinopse: O ano é 1942. Enquanto os aliados salvam o Mundo Livre da ameaça nazista . Willie Morris ( Frankie Muniz) vive isolado do resto do mundo. Tudo que este tímido garoto deseja é um amigo. Afinal, aquele que ele considera seu único e verdadeiro amigo. Dink Jenkins (Luke Wilson) se alistou no exército e está prestes a embarcar para a Europa. Em casa, Willie vive dividido entre o pai linha dura(Kevin Bacon) e a compreensiva mãe (Diane Lane), que percebe a carência do filho. Um presente muda a vida de Willie, ao completar nove anos ele ganha o cãozinho Skip, que além de amizade lhe dá mais segurança, se aproximar da garota mais bonita da escola e provar se valor.
Lançamento: 2001.
Gênero: drama.

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