Tem matemática na veterinária?

Uma grande dúvida que todo pré-vestibulando ou estudante de veterinária tem ao entrar no curso é: vou precisar estudar matemática na veterinária? A verdade é que muita gente diz “Ah, eu fiz biológicas porque eu odeio matemática!“, porém essa galera não sabe que existe matemática sim na vet, e que nem sempre ela é tão simples quanto a gente imagina.

Quer dizer, tudo bem, ela não é um bicho de sete cabeças assim, mas exige do estudante muito mais pensamento lógico do que habilidade com números propriamente dita. Read more

Os desenhos mais DAORA da veterinária!

Todo mundo, uma hora ou outra, tem que desenhar alguma coisa durante a faculdade de veterinária. Seja um osso em anatomia, um sistema nervoso em fisiologia ou uma sutura em técnica cirúrgica. Mas existem algumas pessoas que levam esse assunto MUITO a sério, e resolvi fazer uma coletânea aqui para vocês.

Eu pedi para galera mandar seus desenhos aqui nesse post  no facebook e os mais curtidos virariam uma postagem no blog. Saca só esses desenhos INCRÍVEIS! Read more

Medicina de animais selvagens: entrevista com MV Bruno Petri, Presidente da ABRAVAS

Muitos seguidores me perguntam sobre o mercado de animais selvagens lá no facebook, aqui no blog e lá no canal no youtube. Mas não trabalho com isso e, infelizmente, tenho pouca experiência para passar.

Porém, tive a oportunidade de entrevistar o Presidente da Associação Brasileira de Veterinários de Selvagens, a ABRAVAS, no Congresso MedVep de Especialidades Veterinárias e perguntar várias coisas que vocês sempre têm dúvida. Espero que gostem!

ABRAVAS: http://www.abravas.org.br/
Congresso ABRAVAS: http://congressoabravas.com.br/
Grupos de Estudos de Animais Selvagens: http://geasbrasiloficial.wixsite.com/

Medicina veterinária: profissão “prostituída” ou profissionais pouco qualificados?

Não é novidade para os estudantes e para os médicos veterinários  que a nossa profissão está muito saturada, alguns diriam até mesmo prostituída, principalmente na área de clínica de animais de companhia. Nós já abordamos a situação neste artigo sobre o mercado de trabalho. Também já expressei minha opinião sobre a quantidade exorbitante de cursos de medicina veterinária no país, muitos de qualidade duvidosa (clique aqui para ler). Porém, acabaram de nos questionar: vocês falam muito sobre a degradação da profissão, mas qual solução vocês propõem? A verdade, amigos, é que não existe solução fácil, tampouco de curto ou médio prazo. Apenas resolvi escrever este artigo para reflexão e para que possamos abrir um canal de discussão saudável nos comentários.

A primeira questão que eu reitero é a enxurrada de novos médicos veterinários despejados no mercado de trabalho todos os anos. Não quero entrar no mérito da maior acessibilidade ao ensino superior que o país teve nas últimas décadas, o que é ótimo, mas é evidente que mais de 250 faculdades, formando milhares de profissionais, não contribuiria para melhorar a situação da nossa profissão. E quando eu me refiro à nossa profissão, me refiro principalmente à área de pequenos, que recebe cerca de 60% a 70% destes profissionais. No final das contas, a verdade é uma só: o MEC só quer saber de números, e está pouco se importando com a qualidade do ensino no país.

A partir do momento que nós temos milhares de novos profissionais no mercado, muitos sem formação adequada, estes precisam trabalhar – principalmente aqueles que financiaram parte de sua faculdade e precisam pagar este financiamento, que pode chegar na casa dos 6 dígitos. Aí a bola de neve começa e vários necessitam entrar na corrida dos ratos pela sobrevivência, brigando com colegas por trabalho e, principalmente, por preço. Quem nunca viu um anúncio de emprego para médico veterinário pagando só comissão? Aqui em Londrina mesmo, a média de plantão é cerca de R$150 a R$200, por 12 horas de trabalho! Contei isso para um amigo que faz bicos de garçom e ele riu da minha cara, dizendo que faz isso em uma noite, em 6 horas trabalhadas. O problema não é nem o valor pago, mas é gente se conformando e dizendo “mas tá pagando muito bem, aqui eu trabalho por X…”. Uma coisa eu digo: eu posso até trabalhar por esse salário para sobreviver, mas jamais me conformarei e me contentarei com isso.

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