O barato sai caro!

A gente vive falando muito dos cuidados de quem quer ter um animal de estimação precisa ter, e esse tutor acabou sentindo na pele e aprendendo com os erros. Achei muito digno da parte dele admitir isso, e realizar o vídeo para conscientizar as outras pessoas!

Quando o barato sai caro!

Publicado por Marcos Fernandes em Segunda, 14 de novembro de 2016

 

E aí, o que acharam?

O que você já fez pela sua universidade?

Vi esse texto na página do Igor Suguiura e na hora quis compartilhar aqui com vocês, com autorização dele, é claro. Achei muito válido! 🙂

Gente, uma pergunta pra vocês hoje: O que você já fez pela sua universidade? Hoje estava vindo da UEL bem no meio daquele rebuliço sobre a paralização (com o celular na mão né porque a gente é viciado) e via vários comentários exaltados de alunos bradando aos quatro ventos sobre a ineficiência e falta de apoio do governo para com as universidades. Concordo em gênero, número e grau.

É sabido dos problemas políticos envolvendo a educação superior no Brasil, mas eu te pergunto: o que você já fez pela sua universidade? Isso estava na minha cabeça. O Brasil é um dos poucos países que oferecem um ensino superior totalmente gratuito (pfvr sem aquela lenga lenga de impostos e blá blá) de boa qualidade, mas ao contrário de outros lugares onde o ensino superior é basicamente todo pago, e muito caro, parece que os alunos brasileiros estão muito à vontade em apenas receber e em nada oferecer. Read more

A bolha das faculdades de veterinária no Brasil

Há muito tempo eu vejo diversos veterinários reclamando sobre o número de faculdades de medicina veterinária no país, mas nunca li nada na internet sobre. Por isso resolvi escrever este artigo, justamente para fomentar a discussão sobre o tema.

A verdade é que o Brasil é um dos países com maior número de faculdades de medicina veterinária no mundo, isso se não for o maior. Na última palestra que assisti do CRMV, disseram que existiam 203 faculdades, sendo que essa palestra já foi há algum tempo, portanto, pode-se colocar mais uma meia dúzia nessa contagem. Para vocês terem uma ideia, nos Estados Unidos existem cerca de 30 cursos de graduação. Sete no Reino Unido. Treze na nossa vizinha Argentina. Só no Paraná eu contei umas 16 faculdades de cabeça, mas devem existir muito mais.

Se a gente colocar uma média de 40 alunos por turma (média baixa, por sinal), nós teremos cerca de 8 mil novos profissionais no mercado, todos os anos! É lógico que é excepcional a população ter mais acesso ao ensino superior, e não estou nem questionando a saturação do mercado – que está saturadíssimo, inclusive – mas minha preocupação é com a inerente baixa qualidade desse ensino. O meu medo é que isso acabe virando uma bola de neve, agravando cada vez mais a situação da nossa profissão no país que, convenhamos, já é um tanto quanto caótica.

Como o mercado já não comporta tantos profissionais, inclusive os qualificados, muita gente acaba vendo como única alternativa a docência nestas novas faculdades, virando um círculo vicioso de formação de novos alunos. No final das contas, os únicos que realmente saem ganhando são os donos destas faculdades, que jogam a mensalidade lá em cima, disponibilizando baixa infraestrutura. Afinal, medicina veterinária é o segundo curso de graduação mais rentável para as faculdades, perdendo apenas para medicina. Não é raro eu ver algum leitor do Vet da Deprê reclamando que a sua instituição não possui clínica para atendimento ou laboratórios.

Este é um assunto muito pouco debatido, e é por isso que eu gostaria de propor a discussão dele aqui com vocês. A princípio, eu não enxergo nenhuma solução factível a curto, médio e, para ser bem sincero, longo prazo, além de uma maior atitude por parte do MEC. Mas eu gostaria muito de saber a opinião de vocês! Vocês veem um futuro animador para esta questão em nossa profissão? Será que um dia essa “bolha” das faculdades de medicina veterinária vai estourar? Se é que já não estourou, né…

A indústria da carne é “vilã” ou “mocinha”?

Publicação desse tipo sempre gera polêmica, porém, antes de mais nada eu “retiro as luvas de box e saio do ringue” pois essa publicação não é de alguém que está convicto em arrumar uma boa briga, convertendo vegetarianos/veganos à religião dos amantes de churrasco, esse texto talvez nem esteja sendo redigido à você. Absolutamente não! Meu intuito aqui é outro. Todavia, eu espero alcançar aqueles falsos moralistas que condenam o consumo de carne e que muitas vezes utilizam bolsa de couro, mascam chicletes, usam creme rejuvenescedor, alimentam seu cachorrinho com ração, etc., todos obtidos de fonte animal

Já ouviram falar da ecologia rasa e profunda? Tenho notado as pessoas se agarrarem com força numa ecologia rasa e dizerem com orgulho que são socialmente, ambientalmente e (…mente, etc.) corretas. Por exemplo, empresas de automóveis “preocupadas” com o impacto ambiental devido à queima de combustíveis fósseis têm lançado carros parcialmente movidos à energia elétrica, um modelo híbrido diria de passagem, mas que funciona em certa autonomia sem queimar combustível. Você acha que isso é ecologia rasa ou profunda?

Esse é um caso de ecologia rasa, pois elas estão tentando amenizar um problema mas estão se “esquecendo” de outros que, potencialmente, podem causar impacto no meio ambiente, como o pneu (derivado do petróleo). Se fôssemos aplicar a ecologia profunda a mudança, como o próprio nome diz, seria profunda. Em outras palavras, ir a pé para o trabalho já seria a aplicação dessa ecologia. Estamos preparados para isso? (Entenda mais sobre ecologia rasa e profunda)

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Economia verde (foto: Eco4U)

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