Diário de um estudante de veterinária #2

Em julho do ano passado, eu decidi que tomaria um rumo na minha faculdade, e resolvi fazer estágio no HV. Então eu ia, por duas semanas, toda feliz para o meu estagiozinho na Clinica Médica de Pequenos Animais.

Um belo dia, no período da tarde (onde eram atendidos apenas casos novos) chegou um casal. Ele, o estereótipo do fazendeiro que toda mulher um dia gostaria de casar: alto, musculoso, óculos estilo aviador, caminhonete. Ela, a típica patricinha que só estava com o cara por causa do dinheiro dele: megahair, muitas joias, corpo resultado de horas de academia. Daí você pensa que eles estavam levando um pittbull, ou um boxer, ou então um blue heeler, não é? Errado! Eles estavam levando um poodle para consulta (na ficha falava que era um sheepdog, mas se aquele animal era um sheepdog, minha vira-lata é um perfeito Pastor Alemão).

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Diário de um estudante de veterinária

Olá, pessoas.

Como esta é a minha primeira postagem neste Blog, permitam-me que faça as devidas apresentações!

Meu nome é Mônica Fettback, mas podem me chamar de Mô. Estou cursando Medicina Veterinária como minha segunda graduação. Tenho 29 anos, sou casada e moro em Caucaia do Alto, Cotia, e estudo na Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo capital, à noite. Além de acadêmica e empresária (sim, tenho que trabalhar duro, afinal, tenho 20 cães e outros bichos pra sustentar, além da casa, e meu marido não é rico… ao menos não ainda, né amor? Rsrsrs), crio cães (como hobby, não vivo disso!) e tenho váááários outros bichos em casa.

Desde criança sonhava em ser Veterinária. Sempre gostei de bichos, sempre gostei de entranhas e sangue – kkkk – mas quando terminei o colegial (é, este era o nome do atual ensino médio) deu uma bobeira e não me achei madura o suficiente para cursar uma graduação em que eu precisasse lidar com a questão de vida e morte. Tinha firme na minha cabeça que “o primeiro que morresse na minha mão, eu iria junto”, então fui cursar algo na área de Humanas, onde não mataria ninguém… 🙂

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Deprecast 01 – Os desafios da faculdade de veterinária

Sejam bem vindos ao primeiro podcast do Vet da Deprê, o Deprecast! Podcasts são como programas de rádio, só que disponibilizados online, onde integrantes possam discutir sobre vários assuntos. E o melhor: vocês podem baixá-los para ouvirem onde quiser!

Nesse primeiro Deprecast os médicos veterinários Luiz, Humberto e Edgard e as estudantes Pamella e Mirella discutem sobre os principais desafios da faculdade de veterinária: desde como convencer seus pais a aceitarem seu curso até sobre os medos e inseguranças da universidade.

Duração: 60 minutos. Data: 10 de julho de 2016.

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(clique com o botão direito do mouse e “salvar como”)

Nas próximas edições nós iremos realizar leitura de e-mails dos ouvintes durante o programa, por isso, enviem e-mail com dúvidas, críticas ou sugestões para contato@vetdadepre.com.br. Quem sabe seu e-mail não é lido ao vivo? 😀

Do abate à docência – relatos de um veterinário

“I’ve had an epiphany!” (Eu tive uma epifania). Essa expressão traduziria muito bem meu atual estado de espírito. Epifania é uma súbita sensação de entendimento ou compreensão da essência de algo. O termo é usado nos sentidos filosófico e literal para indicar que alguém “encontrou finalmente a última peça do quebra-cabeças e agora consegue ver a imagem completa”. O que quero dizer com isso? Essa sensação surgiu dias atrás quando eu refletia sobre o propósito da minha vida, em especial a vida profissional. Acompanhe – me ao longo deste texto e você compreenderá a mensagem final.

“Sou médico veterinário, especializei em ciência avícola, estagiei em vários setores da inspeção de produtos de origem animal, trabalhei por quatro anos em abatedouro – frigorífico de frango e não imaginava o que a vida me reservava. Agradeço todas oportunidades que tive em cada fase acadêmica/profissional e também às pessoas que somaram em meu aprendizado. Eu sempre soube que a área que mais me trazia satisfação, era a ciência e tecnologia de alimentos (carnes). Comecei então a buscar meu espaço dia após dia”.

Foi trabalhando num abatedouro frigorífico que acabei despertando ou redescobrindo um certo dom (adormecido). Em 2012, atuava essencialmente dentro da fábrica e numa certa ocasião, devido reajuste de funcionários, fui convidado a ministrar treinamentos para a equipe do SIF. Passaria tecnicamente de uma importante função de supervisão para funções administrativas. No princípio refutei a ideia, achando tudo isso uma despromoção. Seria normal alguém na minha posição encarar isso como um bom motivo para pedir demissão e buscar uma nova oportunidade, porém não foi isso que aconteceu. Resolvi encarar o desafio, prometendo para mim mesmo que daria o meu melhor. Read more