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Diário de um estudante de Veterinária #3

Antes de começar a descrever meus dias como estudante de veterinária vamos às apresentações.

Meu nome é Diego S. Tavares, natural de Aracaju/Se e como o título dessa coluna já diz, estudante de Medicina Veterinária. Atualmente curso o 5º período numa instituição privada aqui de minha cidade (Faculdade Pio Décimo). Nela, além das aulas habituais, também faço vivência hospitalar as terças, quartas e quintas-feiras em clinica cirúrgica de pequenos animais no período da manhã, já que minhas aulas são a tarde.

Sou membro/coordenador do GEPAS-SE (Grupo de Estudos e Pesquisa de Animais Silvestres de Sergipe) sendo responsável pelo tratamento dos animais silvestres que ao Hospital Veterinário chegam, trazidos por órgãos públicos como a PM Ambiental, os Bombeiros e o IBAMA.  Também sou responsável pelo canil dos cães abandonados no Hospital Veterinário. E como trabalho pouco não vale, criei um perfil destinado aos veterinários do meu estado, os Veterinários Aju.

É isso ae, vamos ao meu dia!

A minha rotina começou (ou não terminou) às 03h30min da madrugada da quarta-feira 07 de março, pois fui à calourada de Medicina Veterinária na noite anterior.

Depois de menos de 4 horas dormidas, acordei às 07 da manhã, para que às 08 eu pudesse estar na faculdade para o estágio em vivência hospitalar na clínica cirúrgica. A cirurgia do dia foi uma osteotomia da cabeça do fêmur, e durou pouco menos de 3 horas, acabando meio dia. Almocei na facul mesmo e logo no início da tarde já estava em sala para assistir a aula de Fármaco (2hrs) e Economia aplicada ao agronegócio, sendo liberado às 17h30min.

Após as aulas fui cuidar dos meus afilhados cães abandonados no canil da faculdade. Fiz curativo em um, alimentei outros três e limpei 3 baias.

Terminados os cachorros, fui fazer o curativo de uma jiboia que está sob tratamento após cirurgia para correção de uma luxação na coluna, devido a um golpe de foice entre o 2º e 3º terço de seu corpo.

Acabei o tratamento dos animais por volta das seis e meia da tarde. Fui comer, pois saco vazio não para em pé. Quando eram sete horas, fui aprender a fazer taxidermia com um grupo de amigos. Um amigo formado e com conhecimento no assunto nos ensinou a técnica em um jacaré de papo amarelo que veio a óbito na segunda anterior. A aula de foi até às 22h30min e somente cheguei em casa às 23h20min.


Se estou cansado? Sim muito, mas também muito satisfeito pois como diria o comercial da rede sanduiches… “AMO MUITO TUDO ISSO!”.

Diego Santos Tavares
Diego é acadêmico do 5º período na Faculdade Pio Décimo, em Sergipe.
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Luiz Guilherme Corsi
Criou o Vet da Deprê em 2011, quando ainda estava na faculdade. Hoje é Mestrando em Ciência Animal pela Universidade Estadual de Londrina. Gosta muito de marketing digital, é cachorreiro nato e não dispensa um bom livro. Instagram: @lgcorsi

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