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Review Animal Practice – Piloto

Finalmente estreou a nova série da NBC que estávamos esperando ansiosamente, Animal Practice. Como todo bom série-maníaco, não pude deixar de conferir o episódio piloto e vir aqui contar a minha opinião para vocês :).
Spoilers abaixo: 

Se havia uma série que eu roí as unhas para começar a assistir foi Animal Practice. Pudera, já que House nos deixou no começo do ano, e estava sem nenhuma série médica para passar o tempo (não, eu não assisto Grey’s Anatomy! haha). A NBC divulgou sua nova comédia como uma nova House M. D., porém, com um diferencial: ao invés do médico ranzinza, teremos um veterinário. Fiquei com um pouco de receio, pois apesar do sarcasmo de Hugh Laurie ser hilário, não imaginaria uma série do tipo médica como comédia em si. Mas no final das contas confesso que aprovei o resultado!
Levei um choque logo no início do episódio, quando percebi que trocaram a protagonista e, consequentemente, todas as cenas vistas nas promos também foram refeitas com texto praticamente idêntico. Enfim, menos mal. Todas as outras personagens permaneceram inalteradas, a não ser pelo nome da macaquinha, que antes era alguma coisa parecida com “Zeux” haha, e agora se chama Rizzo.
A história gira em torno do Hospital Veterinário CRANE, administrado pelo médico veterinário George Coleman, até que sua ex-namorada Dorothy o recebe de herança e resolve tomar posse do estabelecimento. Dorothy resolve botar ordem no galinheiro (literalmente, haviam até galinhas no hospital!) e isso fere o orgulho de George, que decide abandoná-lo. Isso tudo até ele perceber que lá é o seu lugar e decidir voltar a trabalhar no CRANE.
O enredo em si é bacana, mas me pareceu muito atropelado devido ao formato de 21 minutos, comum em comédias norte americanas. Achei que foi tudo meio rápido, mas no final das contas isso é bom, pois nem senti o tempo passar, até acabar o episódio e eu exclamar “MAIS JÁ?!”. 
O que não gostei no roteiro foi que pecaram na consultoria em relação à medicina veterinária em si, e isso foi basicamente em duas cenas. A primeira é quando dois vets vão fazer a cesariana da tigresa, e saíram correndo paramentados no corredor. A segunda é quando George e Dorothy estão realizando a gastrostomia/enterotomia sem máscara. Andei lendo alguns comentários dos veterinários gringos e eles ficaram realmente muito bravos com as cenas. Mas, se depender de mim, não estou nem aí, os caras tem uma infra estrutura enorme e são muito bem reconhecidos, não vejo tanto caso pra mimimi, eu mesmo irei assistir o programa para me divertir e não ficar procurando defeito alheio :).
Em relação aos atores, achei que convenceram muito bem. Confesso que fui mais com a cara da antiga protagonista hahaha, mas nada que alguns episódios não resolvam. É claro que Justin Kirks ainda não é nenhum House da vida, mas convenceu muito no papel do Dr. Coleman, e soube dosar caricaturas de humor e seriedade ao mesmo tempo. As outras personagens também não ficam para trás, só de olhar para  a cara daquela havaiana e do japonês já me dá vontade de rir, hahaha.
As principais cenas de comédia foram mostradas na promo principal, mas isso já era de se esperar, devido ao curto tempo da série. Mas do mesmo jeito, ri igual um idiota da cena em que o George explica a diferença das raças e das mulheres para seu amigo!
Vi gente reclamando sobre a insinuação de animais selvagens/silvestres no programa com incitação para domesticação. Não vejo dessa forma, e na boa? Quem quer ter um bicho desses em casa vai correr atrás independente do programa ou não. Nunca vi uma patricinha com uma cobra, um macaco, muito menos um papagaio que é mais comum. Se for assim, por que não reclamam de filmes como “Rio”, que mostram araras  , papagaios e outros animais majestosos? Acho que é questão de opinião, maaas eu pelo menos não vejo problemas. But, hatters gonna hate.
Enfim, ótima pedida para esta fall season, aguardando ansiosamente pelo segundo episódio, que deve vir só lá por meados de outubro! E vocês, o que acharam?

PS: Não poderei divulgar lugares para download aqui no blog pois se caracteriza pirataria, mas o episódio poderá ser comprado na apple store! Se você morar nos EUA ou tiver um proxy de lá, poderá assistir através do próprio site da NBC, clicando aqui.

Desenhos que marcaram nossa infância

Todo mundo aqui já foi criança um dia né. E é claro que todos tinham seus desenhos prediletos, seja no “Sábado Animado” ou na “Tv Colosso” hahaha. Eu, como futuro veterinário (mesmo que ainda não soubesse), sempre gostei de desenhos com animais. Aí eu pensei… “por que não fazer uma postagem nostálgica?”, afinal, eu assisto desenho até hoje hahahaha, e algumas personagens marcaram minha vida, e tenho certeza que marcaram a sua também!
Que tal relembrar algumas aberturas de desenhos, com animais, que marcaram nossa infância? 😀

Quem nunca gritou “Scooobbyyyy Dooooo, cadêêêê vocêêêêê???” deve ter sido uma criança frustrada ahahah! Não poderia começar a lista sem nosso querido Scooby, afinal, existe um dog alemão mais simpático que este?
Melhor ainda era este seu spin-off “O pequeno Scooby-Doo“, sei cantar a musiquinha até hoje!


Eu nunca fui muito fã de Cãezinhos do Canil porque achava um desenho meio tonto hahaha, mas confesso que assistia! Aposto que foi a inspiração de muitos protetores de hoje em dia, e não podia deixá-los fora da lista…


Este aqui é old school, muuuito old school. Tão old school que eu não lembro de nada, só lembro que eu assistia hehehe. Maaas, tenho certeza que marcou a infância de muita gente, principalmente das amazonas, que piram no Cavalo de Fogo!


Cocoricó era sensacional! O pior de tudo é que eu ainda consigo lembrar do Rock Rural, e olha que eu só tinha 5 anos em 1996! Lembro que os bonecos eram toscos demais, mas mesmo assim eu adorava. Nada como ser criança, não é?


De todos da lista acho que Pokémon é o mais novo, lançado aqui no Brasil em meados de 97/98. Tá, hoje em dia eu confesso que vejo um pouquinho de insensatez ao colocar os bichinhos para lutar, mas qual é, Pokémon era febre! Como bom nerd que sou, zerei todos os jogos desde o game boy pocket até o advance hahaha.


Eu não lembro nem onde Coragem o Cão Covarde passava (além do Cartoon Network), mas era muito bom! Um dos clássicos da infância anos 90. “Cachorro idiota!” hahaha


Adivinhem em quem eu pensei na primeira aula de fisiologia, quando tive o primeiro contato com os camundongos de laboratório na faculdade? Merecem estar nesta lista só pelo fato de que em cada 10 camisetas de terceirão, 9 vem estampadas com a frase “iremos dominar o mundo!“.


Eu não poderia terminar a lista sem mencionar a Priscila e sua trupe. Aliás, quem nunca viu uma sheep-dog (ou qualquer outro cachorro peludo) que se chamasse Priscila? hahaha! Tenho um ódio mortal da globo desde o dia em que acordei e não tava mais passando TV Colosso! “Treinei o meu cachorro, pra ser um campeão, e ganhar a exposição…”

É isso aê galera! Espero que tenham curtido a lista de desenhos com animais que marcaram a minha infância. Tenho certeza que esqueci de muitos, mas deu pra sentir um pouco da nostalgia do anos 90. E você? É da década de 70/80? Aproveite e comente os seus desenhos preferidos, que iremos fazer a segunda parte desta lista! :D:D:D

Responsabilidade Técnica com consciência!

Por: Bettina Michalak
 
Durante meu trabalho com inspeção consegui perceber a falta de profissionais que atuam como responsáveis técnicos. Alias, não falta pessoal que se digam responsáveis técnicos, mas falta gente que realmente exerça essa função com consciência e responsabilidade. Responsabilidade técnica com responsabilidade? O próprio nome já não diz que devemos ser responsáveis e conscientes? Infelizmente a realidade não é bem assim.

Pensando nisso, resolvi escrever algo que possa despertar o interesse de vocês quanto a esse assunto, até porque também percebo que muitos colegas não sabem ao certo quais as atribuições para um RT. Muitos professores e coordenadores de curso sequer sabem nos orientar. Nem mesmo nos ditos “cursos de RT” conseguimos adquirir habilidades e competência para desenvolver esse trabalho, como gestão de equipes, noções de biossegurança e higiene ocupacional, administração de recursos, atendimento às normas regulamentadoras, criação de estratégias operacionais e prevenções de acidentes.
O maior desafio dos RTs é realmente entender a sua própria função. Isso de deve muitas vezes a escrita fechada de nossas leis, decretos e resoluções. Deveríamos tentar então, abranger de forma mais prática as funções de um RT, de forma que melhore sua percepção de qualidade e também de gerenciamento. A responsabilidade técnica deve ser usada como uma ferramenta de melhoria de processos em Medicina Veterinária, mas para que isso possa acontecer, você precisa estar realmente capacitado e inteirado do que é demanda em seu segmento de atuação.

 

Quem é o RT? 
É o profissional que deverá ter autoridade e competência para a capacitação de pessoal, elaboração de manuais de boas práticas de fabricação e manipulação, responsabilizar-se pelo controle de qualidade de matérias primas, insumos, produtos finais, procedimentos, metodologias e equipamentos. O medico veterinário RT deverá assegurar-se de que o estabelecimento sob sua responsabilidade encontra-se efetiva e legalmente habilitado ao desempenho de suas atividades. Assim sendo, o RT irá responder judicialmente por qualquer ação civil ou penal ocasionada por quaisquer danos que possam ocorrer ao consumidor, decorrentes de sua conduta profissional, seja por negligência, imprudência, imperícia ou omissão.
Quem precisa de RT?
Indústrias e comércio de produtos de origem animal ou uso animal, entidades profissionais como hospitais, clínicas e demais atividades inerentes à Medicina Veterinária ou Zootecnia são obrigados, por lei, a possuir um RT. Esse profissional irá se tornar responsável pela implantação e monitoramento da qualidade higiênica e sanitária desse estabelecimento.
Porque o Conselho exige a presença de um RT? 
Mais do que uma exigência legal, a manutenção de um RT é uma garantia que a empresa dá a sociedade de que seus produtos ou serviços estão sendo produzidos ou executados sob a supervisão de um profissional habilitado.
Como agir em casos de indução ao não cumprimento do correto exercício das atividades veterinárias?
É muito importante que o RT habitue-se a documentar suas ações. Suas recomendações e determinações devem ser escritas e assinadas por quem a receber. Caso suas orientações sejam desrespeitadas, o profissional terá um material para se defender. Além disso, o profissional deverá denunciar ao conselho eventuais irregularidades, que serão mantidas sob sigilo.
O que pode acontecer se o RT não está presente durante as horas contratadas pelo estabelecimento? 
Os profissionais “calígrafos”, ou seja, aquele que “assina” pela empresa e não acompanha as tarefas pelas quais deveriam responder são frequentes alvos da fiscalização. Caso fique caracterizado que ele não vem comparecendo à empresa, terá de responder a um processo ético que pode resultar na aplicação de multas e na suspensão do exercício profissional.
Qual o relacionamento do RT com os serviços de inspeção e fiscalização?

O RT deverá executar as suas atribuições em consonância com o Serviço de Inspeção Oficial, acatando as normas legais pertinentes, ciente de que as atribuições legais de Inspeção Sanitária Oficial são de competência do Médico Veterinário do Serviço Oficial, distinta das funções de RT.

Os empresários também deverão ver no RT um aliado, com capacidade de agregar valor ao conjunto de ações realizadas pelo empreendimento. O RT possui muitas ferramentas e métodos para criar um vínculo até mesmo com os próprios clientes, uma vez que responde pela qualidade do produto adquirido. Como o papel dos RTs é de orientar e esclarecer dúvidas, ele poderá personalizar o atendimento do estabelecimento que o contrata, criando um ambiente propício à fidelização.

A falta de compreensão da importância do RT não cabe somente aos médicos veterinários, mas também aos proprietários dos estabelecimentos, que não sabem os benefícios que podem ter quando existe o correto desempenho das funções pertinentes a responsabilidade técnica. O profissional e o proprietário que está atento as mudanças cotidianas consegue perceber a modernidade que elas trazem, e preparados, conseguem adequar-se às necessidades atuais do mercado.

Portanto, empresários, exijam que o profissional contratado como RT ofereça seu conhecimento, e assim aumentar lucros, reduzir custos, fidelizando clientes, fornecendo conhecimento ao seu corpo de funcionários, e implante uma garantia de qualidade. E aos RTs, que conheçam profundamente a área de sua atuação, conheça as legislações desse segmento, bem como as legislações ambientais.

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A responsabilidade técnica nesses estabelecimentos que produzem ou manipulem produtos de origem animal, ou de atividades relacionadas ao exercício da nossa profissão é privativa do médico veterinário. Deveríamos respeitar mais a nossa classe, não sendo coniventes com atitudes de nossos “colegas” que estragam nosso mercado de trabalho, aceitando realizar qualquer trabalho, por qualquer preço, somente assinando o contrato e nem ao menos orientando quanto ao que é certo ou errado. Com esse cenário, outros profissionais poderão vir a exercer essa função com efetividade e responsabilidade, tirando de nós o que é nosso de direito.

Bettina Bastos MichalakMédica Veterinária
Além de ser leitora assídua do Vet da Deprê, Bettina é Médica Veterinária formada pela PUCPR há 1 ano. Hoje trabalha em Santa Catarina como Gerente Técnica do Departamento de Inspeção Estadual – DIE.

Estudar fora de casa

Terceiro ano do ensino médio, hormônios à flor da pele e uma vontade imensa de conhecer novos ares. Foi com este pensamento que tomei uma das maiores decisões da minha vida: a de estudar fora de casa. Faculdade nova, cidade nova, novos amigos e novos lugares para conhecer parecem ser ótimas vantagens ao se pensar em estudar em uma universidade a quilômetros de distância. Mas como realmente é esta experiência? Será que é tudo isso que imaginamos?

Tenho certeza que muitos vestibulandos e até mesmo alguns universitários se fazem estas perguntas todos os dias, e como eu tive a oportunidade de experimentá-la, resolvi compartilhar um pouco da minha experiência com vocês e, quem sabe, ajudar quem ainda está indeciso sobre esta opção :).

 

A decisão

Tomar esta decisão não foi nada fácil. Quer dizer, até foi, mas pensar sobre ela (leia-se: falar com meus pais) não foi nem um pouco. Minha família mora em Curitiba, e consequentemente eu iria prestar o vestibular da UFPR, até chegar na hora da inscrição e bater aquele desespero pré-vestibulando ao olhar a relação candidato vaga do curso. Hoje eu vejo que 16 alunos por vaga não era nenhum absurdo, mas aquilo me deixou atônito hahaha. Enfim, era a única opção que eu tinha, já que até então eu não teria como pagar uma faculdade particular.

Antes de fazer a inscrição definitiva no vestibular, tive a oportunidade de conhecer a feira de profissões da Federal, e lá veio a surpresa. Desculpem-me amigos do Campus Agrárias (em Curitiba), mas a barraquinha de Palotina tava bombando e a da capital não tinha ninguém! Com isso pude tirar várias e várias dúvidas sobre o curso e sobre a faculdade com os próprios alunos que, em sua maioria, também estudavam longe de casa. Saí de lá com o pensamento “Eu preciso estudar fora!”, principalmente porque eu teria muito mais chances passar em Palotina, já que a relação candidato/vaga era menor que 7 na época (sim, eu estava com muito medo! hahaha).

Conversei com meus pais, coloquei os prós e os contras e me surpreendi com a reação de “tudo bem” da minha mãe, que sempre foi super-protetora. Ela acabou aceitando numa boa, desde que eu tentasse vestibular também em Londrina, já que meus avós moram no norte do Paraná.

No final das contas a segunda fase das duas caiu na mesma data e acabei optando por Londrina, pois fui muito melhor no vestibular da UEL do que da federal (que aliás, deu uns 15 por vaga). E em Curitiba, Luiz, não prestou nada? Prestei. Química na UTFPR, mas zerei matemática e fui eliminado hahahaha.

Os preparativos

Aí chegam mais perguntas: morar sozinho ou dividir apartamento/república?

As duas opções tem suas vantagens e desvantagens. Aqui na pequena Londres (só para os íntimos, hahaha) temos os Parques Universitários, que são kit nets do lado da faculdade de apenas um quarto, que facilitam muito a vida dos calouros que estão à procura de moradia, mas não sei se existem empreendimentos do gênero em todos os lugares, e procurar apartamento ou casa pode ser um trabalho árduo.

Caso você opte por morar sozinho, precisará pensar no tipo de apartamento que irá alugar, na faixa de preços e principalmente se ele é mobiliado ou não. Mobilhar uma casa do zero pode ser uma tarefa bastante complicada, principalmente se é muito longe da casa de seus pais, pois impossibilita que eles viajem sempre para ajudar você com os móveis. Você terá mais liberdade para fazer o que bem entender, a hora que quiser, mas pagará mais caro por isso.

Morar em república ou dividir o aluguel com alguém tem a vantagem de não se preocupar muito com essas coisas. Se é uma república, ela provavelmente já é mobiliada e você precisará de poucos itens em seu quarto. Se vai dividir apê com alguém, a responsabilidade não ficará apenas com você. A desvantagem é que você será dependente de seus companheiros, e isso pode gerar desavenças, principalmente se você vai morar com alguém que não conhece. O ponto favorável é que o aluguel e as contas saem muito mais baratos.

 

A vida

Posso dizer que estudar fora de casa foi uma das maiores experiências que tive nos últimos anos. Sempre busquei certa independência, mas independência é sinônimo de responsabilidade. No final das contas morar sozinho não é simplesmente chegar em casa a hora que quiser, comer o que quiser e fazer o que quiser. Morar fora de casa é saber administrar tudo, a toda hora.

Precisei aprender a montar uma agenda de afazeres domésticos, lavar a louça, lavar a roupa, limpar a casa, arranjar tempo para ir ao mercado (que é longe à beça) e encaixar tudo isso nas janelas da faculdade, que são pouquíssimas. Além de tudo, precisei aprender a controlar minhas finanças e o dinheiro que meus pais me mandavam, sempre contadinho para o mês.

Pior ainda deve ser para quem precisa se manter durante a faculdade. Conheço algumas pessoas que são assim, e realmente admiro muito sua iniciativa, pois não é fácil. Estudar fora e trabalhar pode ser tranquilo para quem cursa direito ou engenharia, já que as bolsas de estágio são altíssimas (mais que 1 mil, na maioria das vezes). Mas para quem faz veterinária é praticamente impossível, já que a maior bolsa que você poderá ganhar vai ser uma enorme quantia de 360 reais em uma iniciação científica do CNPq.

Um lado bom, de ambas as opções, é que você poderá morar perto da faculdade ou pegar carona com alguém que tenha carro, caso more com alguém do mesmo curso. Em Curitiba eu morava do outro lado da cidade, e demoraria mais de 1 hora dentro de um ônibus para chegar no campus de veterinária. Em Londrina eu acordo 20 minutos antes da aula só para dar tempo de escovar os dentes, tirar as remela do olho e sair correndo para a faculdade, que fica do lado de casa, literalmente, hahaha.

 

A saudade

Fora o ponto financeiro, acho que este é o maior motivo que faz os alunos desistirem do curso e voltarem para casa. Particularmente não senti muito na pele, pois passei pouquíssimo tempo em casa durante o ensino médio devido ao colégio, cursinho, estágio e treino, mas para quem é grudado com os pais é realmente muito difícil.

Não ter o apoio da mãe durante a semana de provas acaba com qualquer um. Não ter alguém para cuidar de você caso fique doente, ou até mesmo não poder abraçar seus pais depois de sua primeira eutanásia é algo a se pensar.

Muitos colegas voltam quase todo final de semana para casa. Isso é fácil se você tem grana para as passagens, e principalmente se você estuda em uma cidade perto da casa do seus pais, mas se você mora longe isso pode ser bastante difícil. Tem uma menina da minha sala que mora em Roraima! Uma viagem daqui até lá de ônibus demora mais de 2 dias, então, voltar para casa só nas férias e olhe lá.

 

Vale a pena?

Sem dúvidas. Tenho certeza que não seria quem sou hoje se não fosse por este tipo de experiência. Com certeza é um passo e tanto para alguém que mal saiu da barra da saia das mãe. Mas ainda assim é melhor se acostumar agora, do que depois de formado, quando precisará procurar emprego e passar por situações muito mais difíceis.

Minha dica é pesquisar muito antes de decidir para onde vai e, se possível, conversar com os alunos que já moram há algum tempo na região para pode ter uma ideia dos gastos e da vida que você terá naquela cidade.

E você, mora fora, já morou, pretende morar? Compartilhe sua experiência conosco! 🙂

Espero que tenham gostado do texto e que tenha sido útil para quem estava pensando na possibilidade!