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Raças que ainda vão te confundir #2

Quem nunca trocou pato por ganso, que atire a primeira pedra! Pois é, só que não é de aves domésticas que falaremos aqui nesse post, e sim de raças de cães! Existe uma infinidade delas por aí, algumas muito parecidas, o que pode confundir – e muito – nós, reles graduandos. Então vamos ao que interessa! O tema raças dá pano pra manga mesmo aqui no Blog, como já perceberam nos posts Novas Raças 1, 2 e 3, e na primeira postagem da série Raças que ainda vão te confundir. E nesse pique, cá está mais uma listinha com algumas raças que já confundiram e ainda vão confundir muitos vets desatentos por aí!
Aaaaaaaaah, você vai dizer “Tadinhos dos Australian Cattle Dogs“, mas eu tenho certeza que a primeira vez que viu um pensou que era um vira-lata! hahaha’ Lembro de uma vez em que estava em uma feira de profissões na faculdade, e nós da Veterinária levamos coisas inerentes ao nosso curso, né. Um aluno levou o filhote de Blue Heeler dele que custou super caro tava lá com o cachorrinho, e toda hora aparecia um cidadão perguntando se o filhote estava ali pra ser adotado… hahaha’ Oh god, why?!

Cara, eu nem sabia que existia a raça Bichon Frisé, mas sugeriram lá na fanpage e eu fui pesquisar no bom e velho Google pra saber, né… Fala sério, parece muuuuito! Se bem que todo cachorro de porte pequeno e peludinho mais ou menos a gente chama de poodle hoje em dia, né… hahaha’.
O Boston Terrier eu só conheci há pouco tempo, e quando vi, adivinha? Achei que era um Bulldog Francês! Pra variar, né. Fui até pesquisar na internet, porque tava achando que era a mesma raça com uma variância de nome regional hahaha’. Eu até acho que o tamanho dos dois dá pra diferenciar um pouco, mas a cabeça é muito parecida, fala sério!
De todos os cães dessa lista, acho que esse é o mais fácil de diferenciar. Apesar que quem não sabe que existem as variações Inglês e Americano, vai achar que é tudo a mesma coisa por causa da pelagem e principalmente das orelhas! hahaha’.
O cachorro da foto até que não tá parecendo tanto, mas, fala sério gente, o Fox Paulistinha não tem toda cara de um vira-latinha?! hahaha’ Um graduando desatento ou um veterinário inexperiente tem boas chances de confundí-los, em detrimento do ego do proprietário. hahaha’
Então, galera, por hoje foi isso aê! Espero que vocês tenham gostado do post e, se sim, cliquem no botão compartilhar no Facebook pra divulgar a página! E comentem com mais sugestões de raças que podem nos confundir (tanto para pequenos, quanto grandes animais), para darmos continuidade à bagaça das raças aqui no blog! hahaha’.

Raças de cães que ainda vão te confundir…

 

Todos sabemos que existem trilhões de trilhões de milhões de raças caninas espalhadas ao redor deste planeta. O que muitos de nós não sabemos, é várias raças são bem parecidas, mas ainda assim possuem suas próprias características, o que pode deixar os proprietários muito, digamos, bravos, caso confundamos os nomes. Eu, por exemplo, já cometi váááárias gafes aqui no blog hahaha, vide a postagem 11 melhores filmes com cães, na qual confundi malamutes com huskys, e vice-versa. Os próprios cães das raças Shih-tzu e Lhasa eu já desisti de tentar diferenciar, hahaha.
Mas enfim, quais são estas raças safadjenhas que podem nos passar a perna? Fizemos uma pequena seleção para que você fique ligado, confira abaixo! 😀

Você conseguiu perceber a diferença nos dois cães, na primeira foto da postagem? Não? Pois é, nem eu, hehehe (o da esquerda é um husky e o da direita é um malamute)! De todas, essas com certeza são as raças que eu mais confundo! Ambas são puxadoras de trenó, mas de lugares diferentes e de povos diferentes: sibéria e alasca (ah váh!). A principal diferença entre as duas é o tamanho, visto que o malamute é um pouco maior, e seu focinho é ligeiramente mais comprido. A pelagem do malamute também é mais densa que a do husky. Em relação ao temperamento, o malamute parece ser mais amigável, enquanto o husky é mais independente e na dele. Qual a raça mais bonita? Boa pergunta! Clique aqui para conhecer um pouco mais sobre as duas raças!
A questão com os Bulldogs não é nem em relação à aparência, pois os três são realmente muito diferentes, mas sim em relação ao nome, que ainda causa muita confusão na cabeça de alguns acadêmicos e proprietários. O Bulldog Francês é aquele de orelhinha em pé, e normalmente é menor que as outras duas raças. O Bulldog Inglês é aquele mais gordinho de todos, com prognatismo e com a testinha mais saliente. Já o Americano, tem aquele estereótipo de cachorro bravo de desenho americano, sendo que é muito parecido com os boxers, na minha opinião :).
Esses dois são um caso sério, literalmente! Principalmente por três motivos: o primeiro é que as raças são obviamente muito parecidas, hahaha. O segundo motivo, é que em nosso belo país tropical, os donos não tem muita paciência em escovar o pelo dos bichinhos, então, eles estão sempre tosados, o que os deixa muito mais parecidos ainda. O terceiro motivo, é imensa quantidade de criadores fundo de quintal que existem por aí, cruzando as duas raças entre si. O Shih Tzu faz o tipo zen, e normalmente é muito mais calmo do que o Lhasa, que faz o tipo espuleta. Aí o motivo de “amansar” a fera, com cruzamentos entre as raças. Enfim, uma pena né? Em relação às diferenças físicas, o Lhasa geralmente é maior do que o Shih Tzu, sendo que o focinho dos orientais também é mais curto.
Na verdade eu tenho uma história com estas duas raças. Estava eu, num belo dia, servindo de auxiliar de pista em uma exposição do kennel club daqui de Londrina. E com todo aquele vai e vem de cachorro, um mais bonito que o outro, passa pela minha frente um belo exemplar muito parecido com o cão da direita. Aí, é lógico que o estagiário tinha que soltar “Nossa, que Pit Bull forte!“. O handler (cara que cuida dos cães) virou, me olhou de cima abaixo e exclamou “Esse aqui não é um pit bull, é um American Staffordshire Terrier!” e saiu com um olhar esnobe, hahaha. Maaas, enfim, as duas raças são realmente muito parecidas, eu procurei em vários lugares as diferenças para colocar aqui para vocês, mas a grande maioria são detalhes que apenas juízes conseguiriam distinguir. Na prática? O Staffordshire é mais baixo e mais “troncudinho” que o Pit Bull. Leitores experientes, por favor, nos deem uma luz! hahaha 😀

 

 

É isso aí galera, espero que tenham gostado da postagem! Ainda existem muuiitas raças que dá para confundir e pretendo fazer mais postagens sobre o tema, até mesmo para que leitores mais experientes nos tirem estas dúvidas :D. Pretendo falar de mais raças nas próximas postagens, como cockers e poodle vs bichón frisé, mas seria legal se vocês também dessem sugestões! Só por favor, não me peçam raças de equinos e de gatos, porque aí já é mancada! hahaha.

Como decidi ser Médico Veterinário #2

Bom, quando eu era criança, meu sonho era ser caminhoneiro. Sim, caminhoneiro! Eu ficava encantado com aqueles caminhões enormes e imponentes e achava incrível viajar por muitos lugares. Mas coisa de criança, né. Quando a gente cresce um pouquinho vê que não são só as flores, que tem que ralar muito, é perigoso e ainda tem que lidar com a distância da família e amigos. Por falar em sonho (sonho mesmo, rsrs’), quem nunca sonhou em ser um jogador de futebol, né!? Eu também adorava desenhar. Sempre fui muito incentivado nessa parte por meus pais e professores. Meus pais diziam que eu devia fazer Arquitetura e Urbanismo, e eu, ainda criança, até achava legal, mas não fazia a menor idéia do que se tratava. Mas, modéstia à parte, eu tinha um certo talento com isso.
Quando eu tinha mais ou menos uns 13 anos de idade, eu ganhei o Sadam, um mestiço de labrador que era a coisa mais apaixonante da face da Terra. Antes dele eu tive dois outros cachorrinhos, dois passarinhos e um galo (se bem me lembro). Nós sempre tivemos algum bichinho de estimação em casa. Acho que toda criança gosta de animais, né. Eu sempre tive vontade de levar algum cachorrinho pra casa. Sempre senti mais pena em olhar pra um cachorro abandonado e machucado na rua do que em olhar para um mendigo, por exemplo.

Mais ou menos nessa época, cheguei do colégio um dia e minha mãe estava com a minha tia e o Sadam, se aprontando para ir ao Veterinário, pois ele estava fraco e sangrando pelo focinho. Eu não sabia direito o que estava acontecendo, mas, evidentemente, fiquei muito preocupado e fui com elas até o consultório veterinário. Me lembro que o veterinário atendeu o Sadam, fez umas perguntas e aplicou uma injeção nele. Disse que ele havia sido envenenado e que o quadro dele era grave. Chorei demais naquela noite, mas, para a nossa alegria, o Sadam amanheceu melhor no dia seguinte, e continuou progredindo até se curar. A partir daquele dia, eu passei a olhar pra Medicina Veterinária com um brilho especial nos olhos.
O tempo foi passando e é durante o ensino médio que a gente começa a encarar com mais seriedade a questão de qual carreira seguir. Eu tinha muita admiração pela Veterinária, mas ainda era uma opção um pouco remota, por conta de alguns motivos como o curso ser caro, as faculdades públicas serem distantes da minha cidade, e também pela própria dúvida de qual profissão eu deveria realmente escolher.
Em uma outra ocasião, a Lessie, uma poodle que a minha mãe criava como se fosse uma filha, caiu da escada que leva para o segundo andar da casa e a partir de então começou a ficar estranha. A Lessie não andava mais direito, não comia bem, não nos reconhecia mais como antes. Nós a levamos no Veterinário e não me lembro bem qual o diagnóstico nem qual a explicação dele, mas era alguma evolução do trauma da queda. Tentamos resistir mais algum tempo com ela, mas chegou a tal ponto que ela não conseguia levantar mais, nem se alimentar sozinha. Infelizmente, tivemos que eutanasiá-la. Esse episódio também me marcou muito e a maneira como o Veterinário lidou com o caso, tanto com o paciente quanto com a gente, os proprietários, me fizeram admirar ainda mais a profissão.
Na época em que estava me formando no ensino médio, eu trabalhava com locução publicitária e tinha um programa numa rádio local. Isso havia me despertado um interesse bastante grande em uma graduação na área de Publicidade e Marketing ou Jornalismo. Mas, não conseguia enxergar um mercado de trabalho muito bom nessa área. Também sempre fui muito curioso com coisas de tecnologia e informação, e a informática me motivava muito. Por isso, o curso de Sistemas de Informação também entrava na minha lista de opções.
Tinha uma dúvida bastante grande, mas não tinha como escolher outra profissão, se não aquela em que eu pudesse estar ajudando as criaturas mais puras que existem no mundo. Sem querer ser arrogante, mas eu queria fazer algo difícil, algo que não fosse qualquer um que tivesse capacidade de fazer e que fosse ao mesmo tempo gratificante. Vi isso na Veterinária (acho que até exagerei, bota difícil nisso! HAHA’). Hoje não me arrependo em nenhum momento de ter escolhido essa profissão (leia-se arte) e me sinto cada dia mais motivado a dedicar minha vida à Medicina Veterinária.
E com vocês, como surgiu a descoberta do dom de ser Médico Veterinário? Tenho certeza que cada um tem sua própria história, e seria muito legal se compartilhassem com a gente, e ajudassem que ainda está em dúvida a se decidir se esta é a carreira correta a se escolher, o que acham?


Review Animal Practice 01×02 e 01×03

Acharam que eu havia esquecido do novo seriado mais comentado do meio veterinário? Nananinanão! Na verdade achei melhor esperar saírem dois episódios para criar uma opinião mais sólida e mais embasada sobre a série, pois é difícil dizer só pelo piloto.

Spoilers abaixo:
Entre os dois episódios, gostei mais dos plots do terceiro do que do segundo episódio, que achei um tanto quanto superficial e, para mim, foi o Dr. Rizzo que o salvou, coisa que não aconteceu no terceiro. 
Logo no início somos apresentados à rotina do Dr. Coleman e do Dr. Rizzo acordando e tomando café. É inegável que esta foi umas melhores partes do episódio, afinal, existe macaquinha (sim, ela é fêmea e se chama Crystal!) mais carismática do que essa? Justin Kirk também está indo bem no papel do George e, até agora, é o personagem (humano) que mais está agradando.
O principal plot deste segundo episódio foi a cadelinha do Dr. Doug que se acidentou jogando frisbee. Confesso que nessa hora fiquei emburrado. Na primeira review que escrevi havia comentado que por a série ser comédia, não ligaria muito para fatos veterinários, mas depois de assistir estes dois episódios estou ficando um pouco com a pulga atrás da orelha, já que os consultores veterinários estão pisando na bola feio. Neste caso, a suspeita era que a cadela havia tido ruptura esplênica que, até onde aprendi na faculdade, é caso de emergência. O que eles fizeram? Adiaram a cirurgia para dois dias! Não entendi esse diagnóstico e nem o tratamento, hahaha.
Também fiquei um pouco incomodado com o fato de continuarem não usando máscaras durante as cirurgias, e isso aconteceu tanto no segundo quanto no terceiro episódio. Sei que é muito difícil para o ator se expressar através da máscara, mas ainda assim acaba não se tornando desculpa. Enfim.
O episódio também trouxe algumas histórias complementares para fazer volume, como o Dr. Rizzo pintor e a Angela querendo se dar bem às suas custas. No final das contas são estes dois, aliados ao japônes que eu não sei o nome, que dão o tom comediante à série (tirando o George, que é o melhor com seu tom irônico de deboche sobre as coisas!).
O terceiro episódio me agradou mais que o segundo e contou com cenas muito mais engraçadas ao meu ver. O japonês batendo na janela e o George fazendo aquela cara “afff” foram hilários, hahaha!
O enredo girou em torno de um garotinho que levou seu Parson Russel Terrier (muito chique! Para mim tava mais pra SRD hahahaha) para uma lobectomia. Infelizmente não explicaram nada sobre o caso, mas para fazer um drama enfatizaram que estava com insuficiência renal, e que isto poderia ser fatal para o cachorrinho.
O Dr. Coleman cisma em cuidar do caso, e a Dorothy se opõe veementemente para que o Doug faça a cirurgia, pois segundo ela, o George não “é bom com crianças”. No final das contas, ele se dá super bem e mostra que também tem coração, apesar de ser todo ranzinza. Me identifiquei um pouco com essa parte, pois um dos motivos que decidi fazer veterinária, foi porque tive vários cães na infância, e que uma hora ou outra acabavam ficando doentes e eu não podia fazer nada sobre!
Uma impressão que eu fiquei foi que apenas o George e a Angela trabalham naquele hospital, haha. Vai dizer que não parece? A Dorothy só pensa em se enturmar com os funcionários ao invés de administrar o CRANE (que por sinal, parece ser enorme), enquanto os outros veterinários parecem tão inteligentes quanto o Dr. Rizzo. Acho que deveriam explorar muito mais o Dr. Coleman e o próprio Justin Kirks, pois inevitavelmente as melhores partes dos episódios são com seu personagem e seu tom sarcástico. Não consigo sentir nenhuma empatia pelo Doug, o japonês me parece louco haha, e a Dorothy ainda não se encontrou na série, em todos os sentidos.
Este pode ser o motivo de a série vir perdendo bastante audiência nos Estados Unidos. Embora animais sejam fantásticos, não vão ser eles que vão manter a série em pé. No terceiro episódio, Animal Practice teve uma queda de 12% na audiência, que já estava baixa, com 4 milhões de espectadores no horário nobre da televisão norte americana. Para vocês terem uma ideia, a média das grandes séries gira em torno de 8 a 12 milhões, com picos de até 16 milhões para programas do tipo American Idol.
Enfim, de toda maneira o jeito é esperar e torcer para que os roteiristas se encontrem e não deixem a peteca cair com esta série, que pode nos trazer tantos sorrisos e nos fazer relembrar situações parecidíssimas que vivemos no dia a dia! 😀

Ponto para:

  • Cena hilária do Dr. Rizzo e do fantoche no final do 01×03
  • Cirurgião vendo raiox no tablet. Bem próximo da nossa realidade! hahaha

PS: Peço, por favor, que não coloquem links para downloads nos comentários, pois o google pode punir o blog por isso, aí serei obrigado a deletar =/