28 regras de convivência para médicos veterinários

Todo mundo sabe que trabalhar em equipe é complicado, especialmente quando tem muita gente, por isso, nós preparamos um manual de regras de convivência para você pregar na parede do internamento da sua clínica xD

Regras de convivência

  1. não pode roubar a caneta do colega
  2. terminou a cirurgia, tira o lixo do centro cirúrgico
  3. pediu o termômetro do estagiário, tem que devolver (e limpo!)
  4. proibido deixar a pisseta vazia na bancada por preguiça de encher
  5. não pode chamar o coleguinha para anestesiar 5 minutos antes de ir embora
  6. não pode virar o papelzinho do carimbo do colega sem ele ver
  7. não pode jogar álcool no cofrinho do colega
  8. não pode furar o estagiário na hora de coletar sangue
  9. não pode pedir pro ultrassonografista dar só uma olhadinha
  10. não pode deixar ampola e seringa de vacina em cima da mesa depois de vacinar
  11. não pode carimbar a cara do colega com o carimbo do CRMV enquanto ele dorme
  12. não pode esquecer a lâmina do bisturi depois da cirurgia
  13. não pode embolar os fios e a lâmina do bisturi depois da cirurgia no meio do pano de campo
  14. não pode pedir pro estagiário procurar linha alba na farmácia
  15. não pode colocar gel de ultrassom nas maçanetas do hospital
  16. não pode fingir que está no banheiro pra passar a consulta do gato pro coleguinha
  17. não pode deixar a máquina de tricotomia suja depois de usar
  18. não pode acabar com a medicação da farmácia e colocar a culpa no colega do plantão anterior
  19. não pode esquecer o material de cirurgia sujo em cima da pia
  20. não pode internar paciente sem prescrição
  21. não pode prender o colega dentro da baia e esquecer
  22. não pode comer a marmita alheia que tá na geladeira
  23. não pode esquecer marmita na geladeira
  24. tem que passar o plantão com o acesso dos pacientes viáveis
  25. quem controla o ar condicionado é quem está anestesiando
  26. não pode guardar focinheira babada dentro da gaveta
  27. tem que dar coca-cola e chocolate na sexta-feira pro coleguinha que passou a semana inteira de plantão
  28. não pode peidar no consultório do colega e sair antes do próximo atendimento

E aí, qual regra faltou? Deixa nos comentários pra gente se divertir junto! xD

Filme Meu amigo Enzo – mais um filme pra você desidratar chorando

Há muitos anos eu li um livro que me marcou muito e se tornou um dos meus livros favoritos: A Arte de Correr na Chuva. Tanto é que já fiz resenha em texto e em vídeo no meu antigo vlog. E, para a minha surpresa, vi o trailer do filme Meu Amigo Enzo, inspirado nesse livro, com a Amanda Seyfried, Milo Ventimiglia e voz do Kevin Costner.

Quando comprei o livro achei que fosse ser mais um que veio na onda de Marley e Eu, mas não, ele é diferente. O subtítulo de A Arte de Correr na Chuva já me chamou a atenção: “Meu nome é Enzo. E esta é a minha história.”, ou seja: um livro em primeira pessoa, relatado por um golden retriever. O nome Enzo foi inspirado em Enzo Ferrari, fundador da famosa Scuderia Italiana, já que Denny, o seu dono, é piloto de corridas. E o melhor: grande fã de Ayrton Senna, daí o nome do livro inspirado no mestre das corridas em dias chuvosos.

Alguns livros como Marley e Eu, por exemplo, trazem uma narrativa envolvente no começo e tem seu apelo emotivo somente nos últimos capítulos. Em A Arte de Correr na Chuva, esse apelo é encontrado logo no começo, contorna as páginas e os rodapés durante o livro todo e tem seu ápice nas últimas páginas, até que você termina de ler o capítulo 59 e, sem perceber, deixa uma lágrima escorrer pelo rosto.

Três dias. Três dias é o tempo em que você terminará de ler este livro. Três dias e não conseguirá mais largar seu cachorro por um bom tempo…

Infelizmente a minha edição do livro, publicada pela Ediouro (na foto), não está mais disponível, mas você pode garantir a sua edição da Editora Paralela clicando aqui, ou ainda a edição com a capa do filme.

A Arte de Correr na Chuva

Autor: Garth Stein

Editora: Paralela

Páginas: 208.

Clique para comprar na Amazon

Confira abaixo o trailer do filme que já está em cartaz (preciso ver logo!) e a resenha do livro em meu antigo vlog de livros!

Livros de veterinária que todo estudante deveria conhecer #4

quarto ano é o período chave para todo estudante de veterinária. Aqui, o acadêmico provavelmente já está totalmente encaminhado para a área que pretende seguir, e, até mesmo, com orientação e tema do TCC definidos.

Livros que todo estudante de veterinária deveria conhecer #1 – Primeiro ano

Livros que todo estudante de veterinária deveria conhecer #2 – Segundo ano

Livros que todo estudante de veterinária deveria conhecer #3 – Terceiro ano

As matérias se tornam ainda mais pesadas e o futuro veterinário se dedica quase que exclusivamente ao Hospital Veterinário/laboratórios em estágios, iniciações científicas ou às saídas à campo. As clínicas médica e cirúrgica de grandes e pequenos animais tomam praticamente todo tempo livre, e ainda somos apresentados às disciplinas de inspeção de produtos de origem animal. Na UEL, onde me formei, também estudamos teriogenologia de grandes animais (enfim, reprodução!), suinocultura, avicultura e extensão rural.

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Carta de um cão abandonado

Querido dono, hoje faz três dias que você esqueceu de mim aqui amarrado a uma árvore. Espero que esteja tudo bem contigo e que venha me buscar assim que puder.

Está muito calor e eu tenho sede, não bebo nada desde que me trouxe para passear. Tenho fome também, mas já comi umas graminhas que encontrei. Estou preocupado que tenha acontecido alguma coisa com você e que eu, aqui preso, não possa te salvar!

Passou um esquilo por aqui e me disse que você não havia esquecido de mim, mas que tinha me abandonado de propósito, como tantos donos fazem agora que o verão começou e querem viajar de férias à vontade.

Eu rosnei e disse para se calar! Ele não sabe o que diz! Eu sei que você seria incapaz de me abandonar… não seria? Eu sei que dava trabalho, que às vezes me comportava mal e não aguentava passar um dia sozinho em casa sem ir passear e acabava fazendo minhas necessidades no chão da cozinha.

Você brigava muito comigo e até me batia e, embora não tivesse feito por mal, eu sei que a culpa era minha. Sei que às vezes estava frio e eu demorava muito tempo quando me levava para passear.

Sei que quando o Bruno nasceu passou a me dar menos atenção mas eu não achei mal, compreendo, ele é teu filho, como se fosse um irmão para mim. Sempre fui um bom irmão para ele, lhe lambi as feridas e o protegi do aspirador mesmo que ele me metesse medo com aquele barulho ensurdecedor.

Lembro-me bem de quando era pequeno, que me deixava aninhar no teu peito e dormir no teu quarto. Que dizia para todo mundo que eu era um cão muito fofinho! Com o tempo você foi se afastando um pouco de mim, mas eu compreendo, estava cheio de trabalho e chegava em casa cansado e queria ficar sozinho.

Eu tentava brincar contigo para te animar mas você me mandava ficar quieto e ir para a minha cama, que agora já era na varanda. Uma vez eu não obedeci e tentei brincar mais contigo, ladrei e tudo para entrar na brincadeira e você me bateu. Me deu um pontapé no focinho com muita força. Doeu muito e fiquei meio desorientado… não guardei rancor, passados 5 minutos estava te pendido desculpa e você não quis saber de mim. Só me levou para passear no dia seguinte e eu aguentei até lá!

Fui um bom cão, não fui?

Peço desculpa se às vezes fui barulhento, se pulei demais quando chegava em casa e se arranhei suas pernas, mas como um cão meu amigo uma vez me disse “Se quem você ama entra numa sala de cinco em cinco minutos, deve ir cumprimentá-lo e mostrar que gosta dele da mesma forma eufórica em cada um destas vezes”.

Se vier me buscar vou te receber de patas abertas, vou te lamber a cara milhares de vezes e ser o melhor cão que um dono pode pedir. Por favor não demore muito, não sei quanto tempo mais consigo aguentar, já sinto o frio mesmo com este sol escaldante.

Do seu melhor amigo, Bobby”