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6 histórias fantásticas de próteses em animais

Ontem de madrugada eu resolvi buscar alguma coisa diferente para postar, eis que eu me deparo com a imagem acima. Fuji, the Dolphin foi um dos vários animais silvestres/selvagens a receberem próteses e ganharem uma chance de viver. Não sou nem um pouco fã de ortopedia, mas não podia deixar de trazer algumas histórias sensacionais para vocês!

1. Fuji, the Dolphin

Fuji é um golfinho que vive no japão e acabou desenvolvendo uma doença que causou deterioração progressiva de sua barbatana caudal em meados dos anos 2002. Devido à complicação, o único meio que os médicos veterinários encontraram para salvar a vida do animal foi amputar parte de seu rabo, fazendo com que tivesse sérios problemas de locomoção. Comovidos com a história, a Bridgestone montou uma equipe para que pudessem desenvolver uma nadadeira artificial para o golfinho, conseguindo seu primeiro protótipo em 2003. O resultado? Vocês conferem na foto!
2. A cegonha Uzonka
Quando uma ave tem seu bico machucado, ela pode não ser capaz de comer, beber ou caçar de forma adequada, e poderia acabar morrendo como resultado. A cegonha Uzonka teve seu bico quebrado devido à agressões de humanos na Romênia. Após várias operações preparatórias, ela acabou recebendo esta prótese em seu bico, e está sob os cuidados de um hospital veterinário em Uzon, Romênia.
3. Tonka
Tonka, a “tartaruga” em rodas perdeu sua pacacidade de se locomover após uma de suas patas serem mordidas por um cão, até que alguns trabalhadores ajustou esta engenhosa cadeira de rodas à tartaruguinha. De repente, Tonka estava mais esperta do que nunca, de vagarzinho, é claro. Então, depois de alguns dias em que sua fotografia apareceu no jornal, ela foi adotada quase que imediatamente! Quem nos dera que os proprietários de cães e gatos tivessem o mesmo pensamento dos pais adotivos da Tonka!


4. Bela
As chances de sobrevivência não pareciam estar a favor da águia americana chamada Bela (Beauty) quando ela foi encontrada sem conseguir se alimentar em um aterro sanitário no Alasca, em 2005. Infelizmente, a água teve seu bico quebrado devido ao tiro de um caçador. Ela foi levada à um refúgio, mas seu bico não voltou a crescer. Felizmente, a águia foi agraciada com um bico de titânio, conseguindo beber água e se alimentar. Enquanto o bico não é forte o suficiente para que Bela volte à vida selvagem, pelo menos permite à Bela que tenha sua aparência de volta, enquanto vive uma vida segura e longe de caçadores.
5. O elefante Motala
Em 1999 o elefante Motala pisou em uma mina terrestre perto da fronteira entre a Tailândia e a Birmânia. Os médicos veterinários conseguiram salvar a sua pata dianteira, mas ainda sim ela ficou menor que as demais. Após ser levado ao Hospital Amigos dos Elefantes Asiáticos (Friends of the Asian Elephant’s Hospital) na Tailândia, Motala ganhou uma nova prótese em 2005. A prótese consiste em um saco cheio de lascas de madeira, que faz com que seu braço tenha o mesmo tamanho dos outros. Ele aceitou com perfeição o presente. 
Infelizmente parece que histórias de elefantes que pisaram em bombas são comuns na África/Ásia. Comecei a pesquisar sobre alguns, e apareceram vários e vários casos diferentes. Realmente lastimante para aqueles que não tem nada a ver com os conflitos!
6. A canguru vermelha Stumpy
Stumpy é uma canguru vermelho que vive em Ohio, no santuário da Sociedade Internacional dos Cangurus (International Kangoroo Society’s). A canguru tinha apenas uma das patas traseiras, até que os veterinários da Ohio State University (eu ia pra lá, buáááá hahaha) criaram uma perna artificial para ela. Os doutores David E. Anderson, Professor Associado de Cirurgia do Colégio de Medicina Veterinária e Richard Nitsch, licenciado da Associação de Ortopedistas Americana, fizeram questão de que a prótese possuísse o mesmo movimento que a perna original.
7. Allison, a tartaruga marinha
Allison se tornou a primeira de sua espécie a ser agraciada com uma barbatana artificial. Ela foi ferida com o que pareciam ser mordidas de tubarão, na costa do Texas. Com apenas três anos de idade (tartarugas marinhas podem viver até cem), ela estava nadando em círculos, literalmente. Até ganhar um traje especial que contém uma barbatana de fibra de carbono, agindo como um leme para equilibrá-la. Ela não está em forma ainda para voltar à vida selvagem, mas já está perseguindo as outras tartarugas no Sea Turtle Inc, em South Padre Island.

Eu poderia ficar a noite inteira falando de conquistas fantásticas adquiridas pela Medicina Veterinária e pelo amor aos animais, porque estes foram apenas alguns exemplos das dezenas que eu encontrei. Há algum tempo haviam me pedido para fazer algum post sobre motivação para os estudantes. Na boa, existe coisa melhor do que essa? Existe alguma coisa melhor do que você poder olhar para estas fotos e poder dizer de boca cheia “É isso que eu quero da minha vida, é para isso que eu nasci!”? 
Não, pelo menos para mim não há. 🙂
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Luiz Guilherme Corsi
Criou o Vet da Deprê em 2011, quando ainda estava na faculdade. Hoje é Mestrando em Ciência Animal pela Universidade Estadual de Londrina. Gosta muito de marketing digital, é cachorreiro nato e não dispensa um bom livro. Instagram: @lgcorsi

3 Comments

  1. hey, amei o post!! :') parabéns a nós, veterinários!!

    (ps. na 3ª história, da tonka, ta escrito "pacacidade" ao invés de "capacidade" rsrsrs)

    :))

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